Feeds:
Posts
Comentários

A Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia  aprovou por unanimidade, em reunião ordinária  nesta terça-feira (30), a realização de audiência pública para debater, esclarecer dúvidas e propor alternativas à decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.

O requerimento foi do deputado Sandro Boka (PMDB). Serão convidados para a audiência a Federação Nacional de Jornalistas (FENAJ), a Associação Rio-grandense de Imprensa (ARI), sindicatos da categoria, coordenadores dos cursos de Comunicação Social de todas as universidades do Estado e o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS).

Também foi aprovado por unanimidade  o requerimento de audiência pública  para tratar sobre a situação do Programa de Financiamento Estudantil (FIES), apresentado pelo deputado Frederico Antunes (PP).

 

Fonte: Assembleia Legislativa do RS

O mestre do Novo Jornalismo, o americano Gay Talese, esteve no Brasil para falar de seu livro “A Mulher do Próximo” e aproveitou para falar do futuro do jornalismo e seus desafios na era da internet. “A nova geração que assumiu o jornal (New York Times) nos anos 90, no limiar da revolução tecnológica, amadureceu sob o impacto da tecnologia e fez um erro calculado de oferecer notícias de graça. A publicidade ia pagar por todo o custo de apurar notícias”.

O Times, antes referência para jornais do mundo inteiro, foi afetado pela forte crise que atinge a imprensa americana. E ainda não descobriu como tirar proveito financeiro das inovações que criou. “Eles arruinaram o próprio futuro quando foram incapazes de julgar de maneira adequada o que faziam. Porque o que o New York Times faz não pode ser feito por outros na internet.” Talese aproveitou para defender o trabalho de campo dos jornalistas em época marcada pelas comodidades da web. “E o custo de obter a notícia – de forma correta, não só em primeira mão, mas de maneira correta – deve ser a maior prioridade. Não há alternativa no mundo para este tipo de trabalho. Não se resolve com bloggers inventando histórias nos seus quartos. O estrago já foi feito e eles perceberam, tarde demais, que era inviável do ponto de vista financeiro”.

Relembrando as experiências vividas no período dedicado ao livro Talese conta que quando começou as pesquisas o momento era de muita agitação. “Havia um espírito de revolução, a continuação do movimento de direitos civis, a explosão feminista. As leis contra obscenidade tinham mudado no final da década de 50 e isto afetou tudo, o cinema, a performance, a fotografia; a nudez foi liberada nos anos 60.  As jovens tinham se liberado e eram mais permissivas do que suas mães.”

Talese ensina que para fazer uma boa cobertura é preciso um total envolvimento, e disse que para a cobertura do livro se tornou nudista, e foi freguês de casas de massagem. “Em casas de massagem havia mulheres com idade para serem universitárias trabalhando com a mesma informalidade com que trabalhariam de garçonete ou numa biblioteca. Era um trabalho como qualquer outro, não havia a consciência, não havia o questionamento de si mesmas sobre o que faziam – era, de fato, sexualidade mercenária”.

O escritor continua, “como é que você sabe o que se passa ali se não participa?” E Talese fez mais do que participar, “eu invadi a minha própria privacidade, deliberadamente, e me submeti ao mundo sobre o qual queria escrever, o mundo erótico, privado, do adultério consensual, do merchandising sexual e da pornografia.” Coroinha quando criança, de família católica, Talese tinha a inculcada e si a ideia do pecado sexual. “Queria descobrir a diferença entre o pecado na minha infância, quando as freiras me contavam o que ia me mandar para o inferno, e o pecado naqueles anos. Quem eram os novos pecadores? Eram diferentes de mim? Então, tive que me associar aos pecadores. Se você quer escrever sobre eles, tem que acompanhá-los ao inferno. “Hanging out” no inferno foi o que fiz.”

……………………cccccccccccccmmmmmmmmmmm……….

A Unisinos promove, entre os dias 02 e 06 de junho, a Semana da Comunicação. A segunda-feira vamos receber, para um bate-papa, o Gerente Executivo do Kzuca, Fernando Tornaim.

A cobertura do blog trará todos os detalhes do evento, que acontece no auditório central. A reportagem acarretará um texto multiforme, abrangendo as mais variadas formas de comunicação.

Na aula de hoje aprendemos a inserir áudio no blog. A música é da banda gaucha de rock and roll, formada em 1985, em Porto Alegre.

A música, é dividida em duas partes, onde a primeira obteve maior sucesso. Além destas duas canções, Terra de Gigantes, Infinita Highway e Refrão de Bolero fazem parte do disco de mesmo nome, A revolta dos dândis, gravado em 1987.

O comunicador Sérgio Reis, que acompanhou de perto a evolução da TV no Rio Grande do Sul, começou a palestra indagando a pergunta, feita em outra oportunidade, por um repórter de uma rádio de Novo Hamburgo. Por que estudar a história da Televisão? Por que estudar o passado das coisas?

18052009746

      A televisão está comemorando 50 anos no rio Grande do Sul. E para comemorar esta marca histórica a Unisinos reuniu, na última segunda-feira, três grandes jornalistas que participaram da história do veículo no estado. Sérgio Reis, Lauro Schirmer e Geraldo Canali contaram algumas histórias da Televisão em nosso Estado.

Tevê Piratini: do Repórter Esso ao Conversa de Arquibancada, passando pelo Diário de Notícias.

     O escritor e radialista Lauro Schirmer foi o primeiro palestrante da noite. Dentre outras coisas, falou do 1° telejornal da televisão gaucha. “No dia 1° de janeiro entrava no ar o primeiro telejornal da TV Piratini, o Repórter Esso, noticiário que já existia no radio, com muita repercussão. O primeiro locutor de noticias do Rio Grande do Sul em televisão foi Helmar Hugo, que passou a abrir o noticiário dizendo: ‘aqui fala o Repórter Esso, a testemunha ocular da história’”.

     O Repórter Esso foi um noticiário histórico do rádio – transmitido em 14 países do continente americano por 59 estações de rádio – e da televisão. Era patrocinado por uma empresa estadunidense chamada “Standart Oil Company of Brazil”. Foi o primeiro noticiário de radiojornalismo do Brasil, comandado pela Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Assim como no rádio, o programa na TV ficou conhecido pela pontualidade e credibilidade junto aos telespectadores. Seus slogans eram famosos: “Repórter Esso, o primeiro a dar as últimas” e “Repórter Esso, a testemunha ocular da história”.
O programa, inicialmente, foi criado para a propaganda da guerra americana direcionada ao povo brasileiro, e encerrou sua carreira na TV Tupi do Rio de Janeiro em 31 de dezembro de 1970.

     “O repórter Esso foi o primeiro telejornal do Rio Grande do Sul, e pouco tempo depois nós começamos a apresentar, às 10h e 30min da noite, um noticiário que se chamava Diário de Notícias da TV, com Celestino Valenzuela e Albiro … como apresentadores, e o redator era o jornalista João Severo.”

     O Diário de Notícias foi um programa local da Tevê Piratini. Apresentado por jornalistas como Ênio Rockenbach, Melchíades Stricher e o mais tarde deputado federal Ibsen Pinheiro. Em 1954 foi depredado em uma manifestação popular, quando do suicídio de Getúlio Vargas, devido à campanha que o jornal havia feito contra o presidente. Isto levou ao início de sua decadência, que culminou no seu fechamento em dezembro de 1979.

     “O telejornalismo marcou de forma muito expressiva a trajetória da Tevê Piratini e da televisão no Estado. Inclusive fazendo, desde seu início, grande coberturas. Eu lembro de uma reportagem de Glênio Peres, que era repórter do Diário de Notícias, e Odilom Lopes, como cinegrafistas, que foram cobrir a morte de Che Guevara na Bolívia.”

     “Mas o fato que teve maior repercussão, foi quando se tornou possível gravações com caminhão de externa.  E foi então que Sergio reis conseguiu gravar uma cirurgia de coração, na santa casa, em Porto Alegre. Esse episodio nos custou muitas horas, eu confesso que em alguns momentos não consegui acompanhar de perto, ao vivo, quando começou aquela sangueira toda eu me retirei, preferi ver em preto e branco,na tela da Piratini. Esse programa foi gravado em 15 de fevereiro de 62, e foi com esse programa que eu consegui o prêmio ARI de jornalismo, que a partir daquele ano passou a premiar  também programas de televisão.”

                           18052009738

Erro de fato e erro de direito

     “O jornalismo Esportivo também passou a dar prestigio a televisão que estava começando aqui no nosso estado. Nos primeiros anos quando ainda não havia gravações de vídeo tape os principais lances do jogos de futebol eram documentados pelas câmeras dos cinegrafistas. Eu lembro dum episódio muito curioso, que aconteceu em julho de 62. Um lance gerou grande polemica na partida  entre inter e novo Hamburgo, o inter perdia por 2 a 1 quando o árbitro José Marques Filho marcou pênalti contra o novo Hamburgo. O atacante Alceu bateu, mas o goleiro Décio, que se mexeu antes, defendeu. A retransmissão da noite na TV Piratini não deixou dúvida, Décio se mexeu antes do chute. O presidente colorado, Ebrain Pinheiro Cabral, protestou junto ao tribunal de justiça desportiva, que se reuniu, durante a sessão do tribunal, para ver as gravações que mostravam que o goleiro Décio havia se mexido. Mas não adiantou, o erro do juiz era um erro de fato, não de direito, e o resultado do jogo foi mantido com Novo Hamburgo 2 a 1.”

     No início da década de 60, entrava no ar o Conversa de Arquibancada. Muito dos nomes do esporte passaram pelo programa com o registro a destacar. Nesse programa surgiu o torcedor gremista, hoje muito conhecido, Paulo Santana. Foi ali então, que no ano 1962, Paulo Santana começou a aparecer pela primeira vez na teve.”

     O Rio Grande do sul completa, em 2009, 50 anos de televisão. Para comomorar essa data a Unisinos estará disponibilizando uma curso sobre “Os 50 anos de televisão no Rio Grande do Sul”. Nós, alunos da cadeira de Jornalismo On Line, estaremos cobrindo a palestra do curso, a ser ministrada no dia 18 de maio.

     A palestra terá três ministrantes: o jornalista Sérgio Reis, que dirigiu a primeira transmissão a cores da televisão brasileira, em 1972; Lauro Schirmer, jornalista e escritor; e Geraldo Canali, jornalista e professor da UFRGS.

     Para a cobertura da palestra será utilizada fotografia e áudio digital. O texto terá forma multilinear e contexto bem objetivo, narrando o evento ao vivo. Também será acrescido, à matéria, links relacionando outras informações do evento. A partir do momento em que aumente o numero de informações o texto poderá ganhar formato multiforme, com uma maior abrangência dos fatos relacionados à palestra.

O que: Palestra 50 anos da televisão no Rio grande do Sul.

Quando: 18 de maio.

Onde:  Miniauditório da Biblioteca Central.

horário: das 19h30min às 22h15min.

A internet revolucionou o modo como nos comunicamos. A comunidade virtual vive um ritmo de desenvolvimento acelerado. Temos acesso a tudo e a todos numa realidade virtual, onde podemos nos comunicar, com nossa rede de amigos, diariamente, compartilhando informações, o que nos proporciona a ilusão de estarmos próximos a estas pessoas.

Por outro lado, a web esta mudando também nossa percepção da privacidade. Artifícios como Orkut, MSN, blogs, etc. que contribuem para uma melhor comunicação nessa nova comunidade virtual, dispõem, ao mesmo tempo, acesso a informações sobre os indivíduos e a uma invasão da privacidade.

O grande dilema neste meio de comunicação interativa é a Invasão de privacidade. Num ritmo cada vez mais rápido e intenso temos nossas vidas invadidas, não apenas por terceiros, mas muitas vezes por chefes de empresas, onde na maioria das vezes o funcionário não e informado. A intimidade nunca foi tão devassada como agora.

Para explicar melhor mais um ato de invasão de privacidade, cito o caso de um casal americano da cidade de Pittsburgh (Pensilvânia, Eua) que perdeu um processo aberto contra o Google, alegando que o servico Street View, disponibilizado na ferramenta Google Maps, representa um invasão à privacidade.

O texto encontrado no Casal irritado com invasão de privacidade perde processo contra Google o casal abriu o processo argumentando “que o Google ignorou (seus) interesses em relação à privacidade, quando as câmeras do Street View capturaram imagens da residência do casal, depois de ultrapassar os sinais indicando que aquela era uma ‘rua privada’’.

 

O Google Maps Integra mapas, “esse sistema mostra imagens registradas em ruas de diversas cidades do mundo, exibindo rosto de pedestres, placas de carros, fachadas de casas e de estabelecimentos comerciais, por exemplo”.

Sou um apaixonado por rádio e, com o advento da internet, hoje tenho acesso em demasia à rádios do mundo todo. Podemos usufruir das rádios comerciais e comunitárias que estavam ao nosso alcance, assim como daquelas que não chegavam no nosso Dial. Sem dizer que com a internet foram introduzidas dezenas de rádio on-line. Pode parecer estranho, mas o rádio tem um valor simbólico muito grande para mim, por isso escolhi o site http://www.radios.com.br/, nele podemos encontrar rádios do mundo inteiro e de todos os estilos musicais. Desde góspel, psay dance, punk rock à rádios de notícias e esportivas do mundo inteiro.

Sempre gostei muito de rádio, sabe aquela pessoa que pouco assite televisão? Faço parte desse restrito grupo de pessoas. Até o advento da televisão o rádio influenciava na vida de milhões de pessoas, era um meio indispensável na “vida em família”, onde famílias se reuniam em seu entorno para receber um pouco de cultura e informação. Para mim o rádio ainda possui valor, assim como programas de televisão tenham hoje grande interatividade com adolescentes, como os aficionados por BBB!

O rádio participou de uma era da simulação distinta da que podemos observar hoje na televisão, mas teve seu momento “espetáculo” também. Podemos dizer que a tevê aproveitou a magia da inteteratividade, antes característica do rádio, e introduziu a imagem, claro com uma pitada a mais de espetacularização. Um bom exemplo disto é o Big Brother Brasil, um valor simbólico na vida de grande parte dos brasileiros. Os traços de nossa cultura levaram o brasileiro, assim como inúmeros habitantes de outros países a vangloriar os Reality Shows. A procura por reflexão sobre a valorização e banalização espetacular da vida íntima se torna essencial, uma vez que perdemos as referências que possuímos no passado. Deixamos de escutar nossos avós para “aprender” com pessoas que queremos seguir, na qual nos intitulamos.

Postagens Antigas »